14 06 CentroClima noticia v5O estado do Rio de Janeiro emitiu 92,71 milhões de toneladas de CO² equivalente (CO²e)* em 2015, resultando em um aumento de 40% em relação a 2005, de acordo com estudos do Centro Clima da Coppe/UFRJ, em parceria com o governo estadual. Apresentado, dia 8 de junho, no Museu do Amanhã, o estudo consta do “Terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa - GEE do Estado do Rio de Janeiro e a Análise da Evolução das Emissões, no período 2005-2015”.

“É como se cada cidadão do estado emitisse 5,6 toneladas de gás carbônico por ano. Um aumento de 30% em relação ao cenário de 2005 (4,3 toneladas de CO²e por habitante). No mesmo período a economia fluminense cresceu 25,5%, ou seja, as emissões superaram o crescimento do PIB”, destacou o professor da Coppe, Emílio La Rovere, coordenador geral do inventário, o terceiro produzido pelos pesquisadores da Coppe/UFRJ, em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA/RJ), a Superintendência de Mudanças Climáticas e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA/RJ).

O inventário foi dividido em quatro grandes setores: Energia, Processos Industriais e Uso de Produtos (IPPU, na sigla em inglês); Agricultura, Florestas e Uso do Solo (Afolu); e Resíduos, seguindo a metodologia proposta pelo Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC). O amplo estudo - que incluiu atualização metodológica e ampliou os gases de efeito estufa contemplados, como hidrofluorcarbonos, perfluorcarbonos e hexafluoreto de enxofre - foi realizado em apenas oito meses, de outubro de 2016 a junho de 2017.

“As emissões totais cresceram tanto no período de 2005 a 2010 (13,6%), quanto de 2010 a 2015 (23,2%)”, lamentou Emílio La Rovere, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe. Segundo o professor, o aumento se deve principalmente ao setor energético. “Houve também aumento de 16,5% nas emissões, por habitante, no setor de esgoto, na contramão do esforço de reduzi-las em 2/3. Apesar disso, identificamos reduções significativas, sobretudo nos setores de Agricultura, Florestas e Outros Usos da Terra e de Resíduos”, explicou.

O professor da Coppe também chama atenção para a contribuição do setor florestal. “A ampliação das áreas de conservação ambiental e das atividades de reflorestamento (retirando carbono da atmosfera) foram fatores decisivos para reduzir o percentual de aumento de emissão de gases, totalizando em 40%, em dez anos. Sem esse fator o aumento na emissão seria de 54%”, destacou La Rovere.

Segundo La Rovere, a desagregação do resultado por região revelou que o impacto ambiental foi mais considerável nas regiões Norte- que concentra a geração de energia- e Metropolitana- que concentra a maior parcela da população e das atividades produtivas do estado -, além do Médio Paraíba, por conta da atividade industrial. “Mas existem aspectos conjunturais que devem ser levados em conta na análise, pois 2015 foi ano da crise hídrica, o que levou ao acionamento de usinas termelétricas, consequentemente aumentando as emissões do setor de energia”, ponderou La Rovere.

De acordo com a pesquisadora Carolina Dubeux, coordenadora técnica do inventário, a equipe do Centro Clima seguiu à risca a metodologia do IPCC, mas utilizou também a metodologia do Greenhouse Gas Protocol, que aconselha tratar em escopos diferentes emissões de naturezas distintas. "Separamos transportes para que o setor ficasse em evidência. Separamos as emissões dos processos industriais do consumo das indústrias, e também as emissões dos resíduos industriais, pois assim fica mais fácil para avaliarmos as responsabilidades setoriais do que utilizando apenas a classificação ortodoxa do IPCC", relatou Carolina.

Reflorestamento e conservação reduziram 395 toneladas de CO²e

Entre 2010 e 2015, o reflorestamento e a conservação de áreas de preservação permitiram “sequestrar” 395 toneladas de CO² equivalente no estado do Rio de Janeiro. Segundo André Corrêa, secretário licenciado de Ambiente, o estado há cinco anos mantém “desmatamento zero”, aferido pela ONG SOS Mata Atlântica. No período, o governo acrescentou 28 mil hectares às áreas de conservação ambiental, criou o primeiro refúgio da vida silvestre do Vale do Paraíba, na divisa com São Paulo, e instituiu um projeto de monitoramento ambiental semanal via satélite, coordenado pela professora Carla Madureira, do Instituto de Geociências (Igeo/UFRJ).

“Um dos males da política brasileira é a descontinuidade da política pública. Nós procuramos dar seguimento ao bom trabalho que foi desenvolvido pelo Carlos Minc. Espero que o inventário possa ser um estímulo. Nós somos passageiros. Gostaria que (o inventário) fosse institucionalizado no planejamento e empoderado por esse corpo técnico maravilhoso do Inea. O Inea foi capaz em elevar em 55% a quantidade de fiscalizações e licenciamentos, mesmo em plena crise. Inea e Sea têm o melhor capital humano do governo estadual, e seu esforço fez superar as adversidades que o estado vem enfrentando”, afirmou o secretário.

A apresentação do Inventário contou com a presença do diretor da Coppe/UFRJ, professor Edson Watanabe; de Alfredo Sirkis, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; Olga Wehb, superintendente estadual de Mudanças Climáticas; Ricardo Piquet, diretor do Museu do Amanhã; Alfredo Tomalsquim, diretor de Conteúdo do Museu do Amanhã; e José Magela, diretor presidente da empresa Prumo Logística. Durante o evento, os pesquisadores do Centro Clima, William Wills , Mauro Meirelles, Michele Walter e Saulo Loureiro, fizeram breves apresentações dos quatro setores (Energia, IPPU, Afolu e Resíduos) nos quais se desdobram o inventário.

Emissões de gases tiveram crescimento superior ao PIB : 40% x 25,5%

O compromisso assumido pelo Brasil no Acordo de Paris foi reduzir em 43%, até 2030, as emissões de GEE (em relação aos níveis de 2005). No caso do estado do Rio de Janeiro, as suas metas setoriais de mitigação foram definidas no Decreto 43.216/2011, que regulamenta a Política Estadual sobre a Mudança Global do Clima e Desenvolvimento Sustentável (Lei 3690/2010).

As metas estaduais de redução previstas até 2030 são: 65% de emissões no esgotamento sanitário; 65% no tratamento de resíduos sólidos; 30% no setor de transportes e também 30% no consumo energético do setor público (em relação aos níveis de emissões de 2005). Em resumo, a meta de mitigação requer que a intensidade de carbono do PIB (emissão de CO²e a cada real produzido pela economia) estadual em 2030 seja inferior a de 2005. No entanto, a intensidade elevou-se 11,5% no período analisado.

Em 2005 o estado emitia 66,22 milhões de toneladas de CO² equivalente (CO²e). Em 2010, passou a emitir 75,56 milhões de toneladas e, em 2015, 92,71, resultando em aumento de 40% (54%, caso seja descontado o reflorestamento muito efetivo neste período). O PIB cresceu 25,5% no período, ou seja, as emissões cresceram mais rapidamente do que a economia, na contramão dos objetivos da política ambiental fluminense.

Segundo o professor Emílio La Rovere, o inventário é um instrumento de planejamento, e não um fim em si mesmo. “É para conhecermos o passado, anteciparmos tendências e planejarmos o futuro, sabendo onde priorizar e focar nossa ação. Os números estão frescos ainda. Precisamos nos debruçar sobre eles, dar um zoom para partirmos para um plano de ação. Se os resultados forem mais lentos, eu não vejo problema em rever as metas. Meta não é algo escrito na pedra, a gente pode ajustar ao ritmo. O importante é não achar que, como um maná, o resultado cai do céu”, enfatizou .

La Rovere defendeu que o planejamento deve ser dinâmico. Por isso, ferramentas, como o inventário, devem ser constantemente atualizadas. “O processo é tão importante quanto o resultado. Além dos números gerados, a capacitação e a formação são importantes para que as entidades estaduais possam implementar propostas para a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa”, concluiu o professor.

* unidade que congrega todos os gases causadores do efeito estufa

Fonte: Planeta COPPE

09 06 CentroClima notícia estufaAs emissões de gases de efeito estufa, ou gás carbônico (CO2) equivalente, no estado do Rio de Janeiro cresceram 40% entre 2005 e 2015, segundo pesquisa feita pelo Centro Clima do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). O aumento foi superior ao do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no estado) e ao crescimento da população no Rio no mesmo período.

Os resultados do Terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Estado do Rio de Janeiro e a Análise da Evolução das Emissões, no período 2005-2015, foram apresentados hoje (8). Os dados permitem comparar os números obtidos às metas estabelecidas pela política estadual de mudanças climáticas.

As emissões totais de gases de efeito estufa no estado, em 2005, atingiram 66 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Esse número evoluiu para 75 milhões, em 2010, passando para 93 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2015, mostra o estudo, divulgado também pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). “A gente vê uma evolução, em dez anos, de 40%”, disse o coordenador do Centro Clima, Emílio La Rovere.

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05 06 CentroClima notícia RioClima 1A Rio 92 foi palco de outro importantes acordo internacionais como a Agenda 21 e a Convenção da Desertificação. A partir da Rio 92, a defesa do meio ambiente passou a não ser mais vista como um entrave ao desenvolvimento pela mídia e pelo setor empresarial. Consagrou-se o conceito de "desenvolvimento sustentável".
Como parte da celebração dos 25 anos da Conferência Rio 92 e da Convenção do Clima, nos dias 13 e 14 de junho, a Conferência " The Rio Climate Challenge - Rio Clima 2017" traz como tema: Novos caminhos para a descarbonização da economia.
Programação:

MANHÃ

8h30m - Credenciamento
9h00m – Ato solene de celebração da Convenção do Clima
Vídeo da Rio 92 com o ex- vice presidente dos EUA, Al Gore e a ex secretária executiva da UNFCCC, Christiana Figueres
Eduardo Eugenio Vieira (FIRJAN)
Alfredo Sirkis (Secretário executivo do FBMC)
Representante da ONU
André Correa (Secretário de Meio Ambiente do RJ)
Marcelo Crivella (Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro)
Aloisio Nunes (Ministro das Relações Exteriores)
José Sarney Filho (Ministro do Meio Ambiente)
Sérgio Besserman- Presidente do Jardim Botânico
9h50m - Rememorando a Rio 92 - Vídeo "25 anos da Convenção do Clima na Rio 92" (5min)
10h00m - Keynote Speakers – Celso Lafer: “Antes e depo is da Rio 92”
10h20m - Intervalo para o café
10h30m - Painel: Marcilio Marques Moreira, Roberto Smeraldi, Luiz Gylvan Meira Filho, Toni Gross e Israel Klabin (FBDS)
11h30m –A governança climática no Brasil. O que muda com o Acordo de Paris?
Que tipo de governança Climática é necessária para que o Brasil possa cumprir seu Compromisso
Nacionalmente Determinado (NDC)? Como iremos promover uma melhor integração dos órgãos de governo entre si e com a sociedade?
Painel: Natalie Unterstell (FBMC), Rachel Biderman (WRI), André Andrade (Casa Civil), Eduardo Viola (UNB), Embaixador José Antônio Marcondes
12h30m - Perguntas do público e internautas
12h45m - Almoço

TARDE

14h00m - Mecanismos econômicos para a descarbonização
A precificação real e taxação do carbono, um balanço global e nacional: o que governos e empresas já estão fazendo no Brasil e internacionalmente. Os estudos e propostas que já estão sendo discutidos no Brasil. O papel do governo e das empresas. Green bonds, mercados regionais, um Fundo Garantidor, RED + e offsets, as necessidades e perspectivas de financiamento a curto prazo para florestas, agricultura de baixo carbono e energia limpa.
A precificação positiva das ações de mitigação: a implementação do Artigo II (c) do Acordo de Paris e do Parágrafo 108 da Decisão de Paris. Sua relevância para a transição para economias de baixo carbono e para o estabelecimento do fluxo de trilhões que se faz necessário. Os caminhos e os obstáculos econômicos, políticos e culturais.
Painel: Aloísio Melo (Ministério da Fazenda), Marina Grossi (CEBDS), Rogério Studart (Bookings Inst.) Vincent Aussilloux (France Strategie); Emilio La Rovere (COPPE); Everton Lucero (MMA); Vikram Widge (IFC).
15h30m - Keynote Speaker – Dipak Dasgupta (Fundo Verde do Clima) “The ways for massive carbon finance”
15h50m – Intervalo para o café
16h00m - Inovação tecnológica para a descarbonização, desafios globais e específicos
Quais os caminhos mais promissores e os gargalos em termos de inovação nos diversos setores? Quais os entraves no Brasil no caminho da inovação e como supera-los?
Painel: Roberto Schaeffer (COPPE), Suzana Khan (PBMC), Luiz Augusto Barroso (EPE), Sergio Leitão (Instituto Escolhas); Sergio Xavier (Sec Meio Ambiente – PE)
17h30m - Mesa de encerramento
Considerações finais e recomendações para florestas e agropecuária, energia, mobilidade, indústrias e cidades.
Painel: Carlos Rittl (Observatório do Clima); Ana Toni (ICS); Aspásia Camargo
Inscreva-se já ( pode ser um botão (ver botões bootstrap - link para s inscrever https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfFtJtcxBJ6kFsD-vfnjVB9XnGWrGXKbLIpCvd4gSflwaJU2Q/viewform)


Mais informações sobre o evento em Ondazul

notiO Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, Deputado Alessandro Molon (REDE/RJ) e o WWF-Brasil, convidam para participar do café da manhã seguido do Seminário: “Acordo de Paris: a implementação do compromisso brasileiro e o processo de transição para uma economia de baixo carbono”. O evento faz parte da programação da Semana do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

Dia: 07/06/2017
Horário: 08h às 14h
Local: Auditório Freitas Nobre, Anexo IV, Subsolo, Câmara dos Deputados, Brasília/DF. 

Contamos com a sua presença e participação!
Gentileza confirmar sua presença através do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
A Frente Parlamentar Ambientalista tem como objetivo apoiar políticas públicas, programas e demais ações governamentais e não governamentais que promovam o desenvolvimento sustentável e está aberta a novas adesões. 

frenteambientalista.com
flickr.com/photos/fambientalista
facebook.com/Frente-Parlamentar-Ambientalista

emilio-noticiaççTaxar a poluição é uma das formas apresentadas pelos cientistas para combater o aquecimento global. “Das emissões de gases de efeito estufa no planeta, 87% não estão sujeitas a nenhuma penalização monetária”, explica o professor Emilio La Rovere, do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ. Pior: boa parte das emissões ainda é subsidiada por políticas econômicas equivocadas, como as que barateiam o preço do gás ou da gasolina.

Mesmo entre os 13% das emissões que sofrem alguma taxação, a maioria dos governos cobra muito pouco. São valores menores que US$ 10 por tonelada de “dióxido de carbono equivalente”, medida internacional que expressa a quantidade de gases de efeito estufa. “Dez dólares corresponderia, na nossa realidade, a cinco centavos de real por litro de gasolina. É muito pouco”, completa La Rovere.

No último dia 29, uma comissão de alto nível coordenada pelo vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2001, o americano Joseph Stiglitz, e por Lord Nicholas Stern, presidente da British Academy, divulgou um relatório sobre os preços de carbono necessários para que sejam atingidas as metas climáticas do Acordo de Paris. O objetivo é impedir que a temperatura do planeta aumente mais de 2ºC no final de século em relação à era pré-industrial.

 

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